Economia

Um ano de PIX: sistema de pagamento bate os 112 milhões de usuários e ganha recursos de segurança

O sistema de pagamentos instantâneos brasileiro PIX completa seu primeiro ano nesta terça-feira (16) com números surpreendentes. De acordo com os dados recentes do Banco Central (BC), o formato de transferência tem mais de 112,6 milhões de usuários e 348 milhões de chaves cadastradas até o fim de outubro. Desde que foi lançado, o PIX já movimentou R$ 3,9 trilhões.

O novo método de pagamento caiu no gosto dos consumidores brasileiros: 105,2 milhões de usuários são pessoas físicas, enquanto outros 7,4 milhões representam pessoas jurídicas. As chaves para transferência dos valores podem ser distribuídas entre um ou mais bancos.

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O sucesso do novo método de pagamentos também pode ser demonstrado pelo volume de transações. Em novembro de 2020, foram movimentados R$ 25 bilhões, contra R$ 502 bilhões liquidados em outubro de 2021.

O PIX ainda registrou um aumento dos pagamentos de pessoa física para empresas 5%, em novembro de 2020, para 16% em outubro deste ano.

Golpes crescem junto a com a popularidade do PIX

O sistema de pagamento instantâneo já é o segundo favorito no País, de acordo com um levantamento realizado pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), em parceria com o Sebrae. Quando perguntados sobre as modalidades de pagamento mais utilizadas, os brasileiros responderam dinheiro (71%), PIX (70%), cartão de débito (66%) e cartão de crédito (57%).

De acordo com o levantamento, a preferência pelo PIX — quase um empate com dinheiro — acontece por conta das facilidades da tecnologia lançada pelo Banco Central. Segundo os usuários ouvidos pela pesquisa, os principais diferenciais do serviço são: praticidade e rapidez (83%), dispensar a necessidade de contato com pessoas ou máquinas (34%) e segurança (32%).

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Se é verdade que o PIX caiu no gosto dos brasileiros, também é fato que o novo método de pagamento enfrenta desafios de segurança. Em agosto, o Banco Central anunciou novas regras de segurança para o PIX (também aplicáveis a outros meios de pagamento), incluindo o limite de R$ 1 mil para operações entre pessoas físicas no período entre às 20h e 6h.

O anúncio foi feito após uma série de notícias sobre o crescimento de crimes, incluindo sequestros relâmpagos, por conta da facilidade com que o dinheiro pode trocar de mãos usando o novo método. A preocupação com a segurança é um dos principais desafios do PIX, já que o formato permite transferências imediatas feitas nos sete dias da semana, a qualquer horário.

Novas funcionalidades e open banking

Com o sucesso do lançamento, o BC tem acrescentado novas funcionalidades para o sistema de pagamentos. Dentre elas, está um mecanismo de devolução que deve agilizar o ressarcimento de vítimas de fraudes ou de falhas operacionais das instituições financeiras. O novo recurso foi regulamentado em junho, mas passa a funcionar nesta terça-feira (16).

Durante o evento “(R)evolução Pix – 1 ano”, o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, afirmou que novas funcionalidades estão previstas para os próximos anos com o PIX, incluindo pagamento mesmo sem conectividade à internet.

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Campos Neto avaliou que o PIX ainda não atingiu todo seu potencial, destacando que o uso de QR Code, por exemplo, ainda depende de melhor assimilação da tecnologia por usuários.

Além de uma forma dos usuários retomarem seu dinheiro, o serviço também deve receber duas novas funções a partir do dia 29 de novembro: PIX Saque e PIX Troco.

O primeiro permite saques em espécie em qualquer ponto que oferecer o serviço, como comércios e caixas eletrônicos. Nessa modalidade, o correntista só precisa apontar o celular para um QR Code, fazer um PIX para o estabelecimento e poderá sacar o dinheiro.

Já o PIX Troco permite o saque durante o pagamento de uma compra. Ou seja, o cliente adquire um produto, transfere um valor superior à compra e retira o troco em espécie.

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Em outubro, o Banco Central iniciou a terceira fase do processo de open banking quando acontece a integração do ecossistema de compartilhamento de dados com o PIX. Na prática, isso significa que o usuário poderá fazer um pagamento ou uma transferência por PIX podendo utilizar outras plataformas além do banco em que possuí uma conta.

Nessa fase também começam a operar no ecossistema do open banking os iniciadores de pagamentos, empresas reguladas pelo Banco Central que podem iniciar pagamentos e transferências para clientes.

Os iniciadores de pagamentos são empresas dedicadas a essa finalidade, que não ofertam contas correntes necessariamente e não têm acesso à conta bancária dos usuários. (Com informações da Agência Brasil)

This post was last modified on novembro 17, 2021 10:45 am

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