Tembici fecha linha de crédito verde de R$ 29 milhões para ampliar oferta de bikes
Startup Tembici chega a Brasília. Foto: Tembici/Divulgação
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Elétrica, econômica e sustentável: o protagonismo da e-bike nas cidades

Novas necessidades e perspectivas a respeito da mobilidade nas grandes cidades têm colocado as bicicletas elétricas como novas protagonistas

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Durante muito tempo, a cultura do carro ganhou um espaço tão avassalador na rotina das pessoas, que pareciam não existir meios mais sustentáveis e que oferecessem alternativas às crises urbanas, relacionadas ao trânsito das grandes cidades. No entanto, as novas necessidades e reflexões que começaram a surgir nos últimos anos, somadas à oferta de bicicletas, incluindo as tão desejadas elétricas, estão mudando a relação dos cidadãos com os locais onde vivem e como se locomovem por eles.

De acordo com dados da Aliança Bike, associação brasileira de empresas do setor de bicicletas, somente entre janeiro e outubro de 2021, mais de 35 mil unidades de bicis elétricas foram comercializadas no Brasil. Antes ainda, em 2020, já oferecíamos na Tembici essa opção em nossa frota e observamos uma alta demanda de uso com crescimento de 66% no número de viagens, comparando janeiro com agosto de 2021. 

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Estamos em um período econômico que também fortalece as reflexões em torno do deslocamento diário. É possível economizar até 90% nos gastos mensais com transporte quando deixamos o veículo movido à combustão, especialmente para curtos trajetos. Assim, a bicicleta se destaca ainda mais como um facilitador sustentável e econômico para as cidades.

De acordo com o jornal The Economist, na Holanda, país mais adepto à locomoção sobre duas rodas do mundo, uma a cada três bicicletas adquiridas são elétricas, atingindo cerca de 40% da população. E seus benefícios são mais que conhecidos. Quando falamos em emissão de CO2, uma bicicleta elétrica emite 23 vezes menos carbono que a maioria dos carros. 

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Além de todas as questões ambientais, esse é um tipo de modal extremamente democrático, que expande as possibilidades de uso, tanto por ciclistas já habituais, quanto novos. A e-bike que temos por aqui, por exemplo, possui pedal assistido que aciona o motor, exigindo menos esforço do usuário – ideal para deslocamentos mais longos e com diferentes tipos de relevo.

Ainda se tratando de ampliar os perfis de utilização, há um tempo começamos a observar uma mudança gradual de comportamento, com uso mais intenso das bicicletas, realizada por uma parte dos usuários, abrangendo também o delivery. A partir dessa análise, somada à aceleração da cicloentrega na pandemia, demos início a parceria com o iFood, em 2020, o iFood Pedal, que por meio de um plano especial, com acesso às e-bikes, pontos de apoio e cursos de conscientização viária, atrai cada vez mais adeptos às chamadas entregas verdes.

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Somente nos 3 primeiros meses de 2022, mais de 1 milhão de pedidos foram entregues de bicicleta e isso, sem dúvidas é um marco de algo que veio para ficar. E diante de todo esse cenário, a e-bike se torna uma peça-chave em termos de locomoção para as grandes cidades. Com mais usuários pedalando e optando por micromodais ou intermodalidade, questões como poluição causada por veículos a combustão e congestionamentos começam a ver uma luz no fim do túnel e podem ser contornadas.

Para 2022, nosso objetivo é que 50% do nosso sistema seja composto por e-bikes para que esse uso se torne cada vez maior. Investir nas bicicletas, com um olhar especial a esse movimento elétricas, desde deslocamentos, práticas saudáveis até o delivery, sem dúvidas é caminhar diretamente ao encontro de cidades mais inteligentes e sustentáveis. 

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