Foxbit, bolsa brasileira de criptomoedas, conquista gigante cripto chinês OK Group
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Foxbit, bolsa brasileira de criptomoedas, conquista gigante cripto chinês OK Group

Plataforma de blockchain fundada em Pequim investiu R$ 110 milhões na Foxbit, que começou como exchange e agora mira o mercado B2B

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A Foxbit, plataforma brasileira de soluções em criptoativos, anunciou uma rodada Série A de R$ 110 milhões liderada pelo OK Group, plataforma de blockchain fundada na China em 2013 com presença em mais de 180 países e uma base de 50 milhões de usuários. Com o investimento, o OK Group assume um lugar no board e uma fatia minoritária da startup

Fundada em 2014 por João Canhada (CEO), Ricardo Dantas (co-CEO) e Felipe Trovão, a Foxbit começou como exchange de criptomoedas e ativos digitais e, em 2021, deu início à uma estratégia de expansão com o lançamento de novos produtos e serviços voltados para o mercado B2B e B2B2C, incluindo tokenização de ativos, Cripto as a Service e meios de pagamento em cripto. A meta da Foxbit é ser consolidar como o parceiro principal de players nacionais que querem entrar no mercado de criptoativos.

“O nosso grande case de 2021 foi a entrada no mercado B2B. A Foxbit passou de uma exchange de cripto para uma plataforma completa de soluções cripto tanto para o investidor quanto para empresas”, explicou Dantas em entrevista ao LABS. 

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Hoje, o portfólio da Foxbit inclui, além da exchange que negocia mais de 30 criptomoedas, as soluções Foxbit Tokens, para tokenização de ativos reais através de blockchain; Foxbit Pay, para que empresas e lojas recebam seus pagamentos em criptomoedas; e Compra Fácil Cripto, solução Cripto as a Service que permite que os clientes da Foxbit ofereçam negociação de criptoativos. A startup oferece ainda o Foxbit Invest, uma assessoria e suporte em custódia e contabilidade para investidores que querem comprar e vender grandes volumes de criptoativos. 

A Foxbit não abre números absolutos da operação, mas a estratégia de ampliar o portfólio parece ter funcionado: segundo a startup, em 2021 a base de usuários saltou de 400 mil para mais de 800 mil, e atualmente já conta com 1 milhão de usuários cadastrados. Ao todo, a plataforma já negociou mais de R$ 20 bilhões em cripto. 

Parceria estratégica

O investimento do OK Group na Foxbit acontece em um momento de aceleração e amadurecimento do mercado cripto no Brasil – o Banco Central, inclusive, sinalizou estar elaborando uma proposta de regulação e fiscalização das transações financeiras feitas com cripto no país. 

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“A regulamentação definitivamente vai trazer um conforto jurídico para o investidor que quer participar desse mercado mas ainda não se sente confortável”, disse Canhada, acrescentando que acredita que para a Foxbit não haverá grandes mudanças. “Nós já seguimos as diretrizes da Receita Federal e as melhores práticas de segurança e anti-fraude”. 

Para os fundadores, a parceria com o OK Group respalda a proposta de valor e segurança da startup e atesta a competitividade da empresa. “Desde o início, a Foxbit vinha operando de maneira independente, sem nenhum grande investidor por trás. Agora entendemos que esse investimento era um passo necessário para continuarmos melhorando os serviços prestados aos nossos clientes. Além disso, o OK Group é uma das maiores corretoras do mundo, e o Brasil um grande mercado em expansão, foi um match perfeito”, explicou Canhada. 

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A Foxbit vai usar o capital injetado para crescer os times de produto e tecnologia, ampliar o portfólio com novas integrações, reduzir as taxas de serviço com mais redes blockchain, aprimorar a tecnologia da plataforma e do aplicativo e desenvolver mais soluções voltadas para o mercado B2B, com o objetivo de se consolidar como o parceiro de players tradicionais que querem entrar no mercado cripto. A parceria com a OK Go também vai reforçar a operação da mesa OTC (over the counter) da Foxbit, para compra e venda de volumes altos de criptomoedas. 

“Estamos nesse mercado de cripto há alguns anos e vimos o amadurecimento do mercado e do investidor brasileiro. Ainda existem algumas questões, como a ideia de dinheiro rápido, que atrapalha um pouco esse processo de amadurecimento, mas a gente vê um enorme potencial no mercado brasileiro, tem muitas frentes para explorar, especialmente no mercado B2B e OTC para grandes investidores”, disse Dantas.

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