Economia

Taxas de juros do Brasil deverão atingir 7,00% até o final do ano, prevê Banco Central

As expectativas do mercado para inflação e as taxas de juros brasileiras em 2021 subiram para novos patamares, com a taxa Selic do Banco Central devendo atingir 7,00% até o final do ano

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Sede do Banco Central do Brasil em Brasília. Foto: REUTERS/Ueslei Marcelino
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As expectativas do mercado para a inflação e as taxas básicas de juros do Brasil em 2021 subiram para novos patamares. Segundo pesquisa do Banco Central, os economistas agora vêem a Selic em 7% tanto ao final de 2021 quanto em 2022, em meio a novo aumento na projeção para a inflação.

A pesquisa Focus divulgada pelo Banco Central mostra expectativa de maior aperto monetário neste ano, já que o levantamento anterior apontava expectativa de 6,75%. Para 2022, não houve mudança.

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A expectativa para a alta do IPCA também subiu para os dois anos – de 6,31% para 6,56% em 2021 e de 3,75% para 3,80% em 2022. Assim, ambos ficam acima do centro da meta oficial para a inflação, que é de 3,75% em 2021 e de 3,50% para 2022, sempre com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou menos.

Esse foi o terceiro aumento consecutivo da Selic, indicando uma crença crescente de que o Banco Central elevará a taxa de referência ainda mais além da chamada taxa “neutra”, considerada como cerca de 6,00%-6,50%, mais cedo do que se pensava.

A previsão mediana da Selic para o próximo ano se manteve estável em 7,00%, mostrou a pesquisa.

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O Banco Central elevou os custos de empréstimo para 4,25% este ano, e espera-se que aumente em pelo menos mais 75 pontos base em 4 de agosto.

Para o Produto Interno Bruto (PIB), a estimativa de crescimento para este ano melhorou em 0,02 ponto percentual, a 5,29%. Para 2022, permaneceu em 2,10%.