Negócios

AliExpress terá mais voos semanais de mercadorias para o Brasil

Gigante do e-commerce freta semanalmente 80 voos semanais para transportar mercadorias da China para cerca de 220 países; só o Brasil recebe 7,5% dos voos

Foto: REUTERS/Evgenia Novozhenina

O AliExpress anunciou nesta terça-feira que ampliou de cinco para seis o número de voos fretados semanais de mercadorias da China para o Brasil e está reforçando suas parcerias para oferecer logística integrada para vendedores locais.

Segundo Yan Di, presidente do AliExpress no Brasil, o sexto voo contratado para atender aos usuários da plataforma no país não foi acertado apenas para atender o período promocional do dia 11/11 (campanha conhecida na China como “Dia do Solteiro”, uma espécie de “Black Friday” chinesa), mas reflete a tendência de crescimento dos negócios do AliExpress no Brasil.

Atualmente, o AliExpress, controlado pelo Alibaba, freta semanalmente 80 voos no mundo para transportar as mercadorias compradas por clientes do AliExpress em cerca de 220 países, disse Di. Isso significa que o Brasil sozinho recebe 7,5% dos voos carregados de mercadorias.

LEIA TAMBÉM: AliExpress: Brasil terá entregas internacionais em até 7 dias

Os aviões permitem que um produto venha da China ao Brasil em uma semana, disse o executivo, prazo inferior em alguns casos até em relação a produtos despachados dentro do próprio país.

O executivo, que está há duas décadas no Brasil, afirmou que desde que a empresa lançou em agosto a opção de lojistas brasileiros venderem produtos na plataforma os resultados “superaram as expectativas”. As categorias de vestuário, eletrônicos, casa e beleza são os principais destaques da operação entre vendedores locais, disse ele.

Além da oferta de frete gratuito para “grande parte” das encomendas, a AliExpress está permitindo devolução local dos produtos comprados por consumidores brasileiros, além de descontos nas mercadorias.

LEIA TAMBÉM: AliExpress começa a aceitar pagamentos com PIX e abre marketplace para vendedores brasileiros

Um dos pontos de mais atenção dos investidores sobre os chamados “marketplaces” é o valor cobrado por cada venda, que tem diminuído nos últimos meses em meio ao boom do comércio eletrônico devido à pandemia.

A diretora comercial do AliExpress no Brasil, Viviane Almeida, afirmou que atualmente a empresa cobra comissão de 5% a 8% dos vendedores. “Isso é um grande passo para o vendedor se interessar por nossa plataforma”, disse a executiva.

LEIA TAMBÉM: Mercado Livre lança app para entregadores autônomos para garantir entrega mais rápida

“Queremos continuar a aprimorar a experiência do usuário, conversando com ‘players’ estratégicos deste mercado, incluindo Correios. Estamos olhando e planejando nossa própria infraestrutura”, disse Di. “A tendência atual é cada um caprichar em sua própria infraestrutura ou olhar para alternativas de compartilhamento. Estamos conversando”.

A AliExpress também tem parceria de logística com a Pegaki, empresa de tecnologia que conecta transportadoras, centros de distribuição, embarcadores e pontos de coleta.