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Elleve, fintech de crédito educacional, capta R$ 28 milhões

Primeira rodada de investimento da fintech fundada em 2020 é liderada por sócios da própria fintech e fundos de investimento privados com participações no mercado educacional, além de startups

André Dratovsky, fundador e CEO da fintech de crédito educacional Elleve
André Dratovsky, fundador e CEO da Elleve. Foto: Elleve/Divulgação.
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A Elleve, fintech de crédito educacional que oferece plataforma tecnológica para conectar estudantes com instituições de ensino e mercado de trabalho, anunciou nesta quarta-feira, 21, a captação de R$ 28 milhões, em sua primeira rodada de investimento liderado por sócios da própria fintech e fundos de investimento privados com participações no mercado educacional, além de startups.

Segundo a fintech, os recursos serão empregados em inteligência artificial, contratação e formação de equipes e no modelo sustentável de financiamento. A startup também fez a emissão de debêntures que totalizam R$ 123 milhões e que serão aportados ao longo dos próximos 18 meses.

“Isso nos trará solidez e fôlego para suportar o crescimento do volume de alunos financiados. Mesmo na pandemia, notamos um crescimento de 100% nas solicitações de crédito mês a mês. A pandemia acelerou o desenvolvimento do ensino híbrido e cursos à distância,”, explica André Dratovsky, fundador e CEO da Elleve.

Quanto maior o potencial de impacto de um curso (…) mais permissiva será a nossa análise de crédito aos alunos. Inspiramos e ajudamos o jovem a conduzir o seu caminho profissional de forma promissora, seja qual for sua vocação ou herança socioeconômica

André Dratovsky, fundador e CEO da Elleve

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Em seu primeiro ano de operação, a empresa quer atrair e impactar seis mil estudantes e chegar a mais de 30 mil em 2022. Até o momento, já são 60 escolas aderentes e vinculadas aos programas de financiamento como Impacta, Mentorama, Be Academy, FM2S, 4ED, Ironhack, entre outras que, juntas, já somam mais de 40 mil alunos.

Fundada em 2020, a Elleve oferece aos estudantes taxas que variam de 0% a 1,99% ao mês, dependendo do programa. Segunda a companhia, o modelo permite acesso aos jovens, independentemente da situação sócia-econômica em cursos de profissionalização, gerando emprego e renda no futuro. Do lado das escolas e instituições de ensino, a solução customizada possibilita uma captação maior de alunos, redução no nível de evasão, além de antecipação de mensalidades.

“O ensino superior tradicional há tempos deixou de ser a única opção para o sucesso profissional. A educação profissional mais especializada, por meio de cursos livres ou técnicos, é um caminho mais curto e tangível, de modo que conseguimos torná-la muito mais acessível, de forma fácil e rápida a um público que, até hoje, se desenvolve em grande parte apenas por meio da ´experiência da vida´”, aponta o executivo.

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Com o uso de inteligência artificial, mesmo alunos negativados ou sem nenhum histórico de crédito conseguem o financiamento dos cursos. Por essa razão, a Elleve tem em seu processo a curadoria das escolas parceiras, “garantindo que o esforço do aluno de fato trará ganho em sua trajetória profissional, assim como a sua escolha”.

“Quanto maior o potencial de impacto de um curso, além de outros fatores, mais permissiva será a nossa análise de crédito aos alunos. Inspiramos e ajudamos o jovem a conduzir o seu caminho profissional de forma promissora, seja qual for sua vocação ou herança socioeconômica, além de ser uma oportunidade de desbravar um segmento carente de opções financeiras acessíveis e criativas”, diz.

Segundo o fundador, a solução financeira com juros acessíveis da Elleve beneficia tanto escolas, pelo reforço no caixa e aumento de matrículas, quanto alunos, permitindo o ingresso a esses cursos e o retorno do investimento que se reflete, posteriormente, na empregabilidade.