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Stark Bank capta US$ 13 milhões com Lachy Groom para ser o "challenger bank das grandes empresas”

Rodada liderada por solo-VC vai bancar a expansão de produtos financeiros para contas enterprise

Stark Bank capta US$ 13 com Lachy Groom para ser o "challenger bank das grandes empresas”
Imagem: Stark Bank/Site
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A fintech B2B Stark Bank captou uma rodada Série A de US$ 13 milhões (cerca de R$ 74 milhões) para bancar a expansão do portfólio de produtos e se consolidar como o “primeiro banco digital PJ para contas enterprise”. “Vamos mudar a forma como grandes empresas interagem com seu banco”, promete Rafael Stark, fundador e CEO da fintech.

A rodada foi liderada pelo solo-VC Lachy Groom – o termo “solo capitalist”, cunhado por Nikhil Trivedi, cofundador da Footwork Ventures, faz referência a investidores de venture capital que gerenciam fundos milionários de investimentos, como uma firma de venture capital, só que “de um homem só” – e também contou com a participação da K5 Global, Iporanga Ventures e Norte Capital, além de fundadores do Coinbase, Dropbox, Flexport, Figma, Rappi, D.Local, Wildlife e Slack.

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Fundada em 2018, a Stark Bank nasceu com a proposta de atender pequenas e médias empresas e, depois, passou a mirar os grandes negócios. A fintech se apresenta como o “primeiro challenger bank para enterprises” e já tem mais de 300 clientes, entre eles nomes como Buser, Quinto Andar, Loft e D.local. 

Seu principal produto é o Cash Management, que gerencia as operações de contas a pagar e contas a receber das empresas; a fintech também oferece um cartão corporativo. 

Segundo Stark, a fintech já dá lucro e tem um crescimento médio de 33% ao mês, movimentando mais de R$ 1 bilhão mensalmente com suas soluções – a meta é crescer esse volume em dez vezes no próximo ano. Em 2020, a Stark Bank recebeu sua licença de Sociedade de Crédito Direto (SCD) do Banco Central, e agora aguarda a licença para atuar também como Instituição de Pagamento.

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Os recursos da Série A serão investidos na melhoria dos produtos atuais de PIX, Cash Management e Cartão Corporativo, e no lançamento de novos produtos de Adquirência, Câmbio, CCB, emissão de cartões white-label e oferta de infraestrutura bancária desenvolvida in-house. 

A tecnologia proprietária, inclusive, foi um dos atrativos da fintech para Groom. “Eu geralmente não invisto em Challenger Banks porque a maioria deles não detém a própria tecnologia. Se você não é dono da sua própria tecnologia, é impossível fazer melhorias gradativas na experiência do usuário, ter eficiência operacional e robustez do sistema. A Stark Bank criou sua tecnologia do zero”, disse o solo-VC.