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JPMorgan compra 40% do C6 Bank

O acordo marca a entrada da JPMorgan no varejo bancário brasileiro. Até hoje, a JPMorgan concentrou sua atividade no Brasil em empréstimos corporativos e investimentos

Foto: Shutterstock
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  • O negócio marca a estreia do banco americano no varejo brasileiro;
  • Até agora, a JPMorgan concentrou sua atividade no Brasil em empréstimos corporativos e banco de investimento.

A JPMorgan comprou 40% de participação no banco digital C6 Bank, anunciaram as instituições financeiras nesta segunda-feira.

O acordo marca a entrada da JPMorgan no varejo bancário brasileiro. Até hoje, a JPMorgan concentrou sua atividade no Brasil em empréstimos corporativos e investimentos.

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Fundado em 2019 por ex-sócios do BTG Pactual, o C6 tem 7 milhões de clientes, segundo comunicado dos bancos.

O C6 atingiu a valorização de R$ 11,3 bilhões (US$ 2,28 bilhões) em dezembro, quando captou R$ 1,3 bilhão de 40 pessoas e famílias.

“A parceria com a JPMorgan Chase, líder global em serviços financeiros e um nome confiável em banco de varejo, é uma virada de jogo”, disse Marcelo Kalim, CEO e cofundador do C6 Bank. Ao LABS, o neobanco completou dizendo que o “selo JPMorgan Chase” coloca a empresa numa posição bastante privilegiada. “O negócio é uma demonstração de confiança de uma das instituições mais respeitadas do mundo em tudo o que o C6 Bank construiu até hoje: um banco, sem agências físicas, com mais de 20 produtos em seu portfólio e mais de 7 milhões de clientes alcançados em menos de dois anos — e em 100% dos municípios brasileiros. O dia a dia do banco não muda. O banco segue independente, com os mesmos executivos na condução do negócio. A empresa, com seus mais de 1,6 mil funcionários, seguirá concentrada na construção dos melhores produtos financeiros e na expansão da sua base de clientes no Brasil. O que muda é que, com a parceria, o banco terá condições de oferecer produtos ainda mais inovadores,” disse o C6 em comunicado enviado ao LABS.

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O valor de aquisição e a avaliação do C6 não foram divulgados. O C6 registrou prejuízo líquido de R$ 607 milhões em 2020, encerrando o ano com R$ 8 bilhões em ativos. Ao LABS, o banco digital que a operação “não está relacionada à cobertura do prejuízo” e que ambas as instituições “vislumbram uma nova fase de crescimento para o C6 Bank.” A empresa também negou que o negócio seja algum movimento prévio a um IPO.

Em um comunicado conjunto, JPMorgan e C6 destacaram a reforma regulatória do Brasil, que fomentou a concorrência e permitiu que os bancos digitais ganhassem participação de mercado.

No início deste mês, a Berkshire Hathaway de Warren Buffett investiu US$ 500 milhões no Nubank em uma avaliação de US$ 30 bilhões.