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Sondagem C6 Bank/Ipec indica que cartão de crédito de bancos digitais já é o mais usado por 45,6% dos consumidores

Segundo Maxnaun Gutierrez, head de produto e pessoa física do C6 Bank, a pandemia acelerou a adesão da população que não é nativa digital

Foto: Shutterstock
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  • Sondagem C6 Bank/Ipec mostra que 45,6% dos brasileiros usam cartões de bancos digitais como principal cartão, enquanto 49,8% ainda prefere os cartões de instituições financeiras tradicionais no cotidiano;
  • O levantamento foi feito em abril deste ano, com dois mil brasileiros de todo o país, das classes A, B e C, com acesso à internet;
  • Entre o público de 16 a 24 anos, a quantidade que usa principalmente os cartões dos bancos digitais no cotidiano é mais que o dobro da fatia de jovens que usa os cartões de instituições tradicionais.

A parcela de consumidores que usa cartões de bancos digitais (45,6%) como principal cartão já se aproxima da fatia de brasileiros que usa com mais frequência cartões de instituições financeiras tradicionais (49,8%), mostrou uma sondagem encomendada pelo neobanco C6 Bank ao Ipec.

O levantamento foi feito em abril deste ano, com dois mil brasileiros de todo o país, das classes A, B e C, com acesso à internet. O restante dos consumidores (4,6%), segundo apontou a pesquisa, usa outros tipos de cartão, como de redes varejistas.

“As fintechs e os bancos digitais trouxeram muito mais competição, promovendo uma significativa inclusão financeira no Brasil“, avalia Maxnaun Gutierrez, head de produto e pessoa física do C6 Bank. “O cartão de crédito virou a porta de entrada do brasileiro para o sistema financeiro. E ainda há uma enorme oportunidade se olharmos o número de pessoas que ainda não têm cartão de crédito no país”.

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A sondagem também mostrou que a adesão pelo produto também varia conforme a idade. Entre o público de 16 a 24 anos, a quantidade que usa principalmente os cartões dos bancos digitais no cotidiano é mais que o dobro da fatia de jovens que usa os cartões de instituições tradicionais.

Na região Nordeste, a adoção também é maior. Na classe C e nas cidades com menos de 50 mil habitantes, há um empate técnico, segundo a margem de erro, na proporção entre cartões de bancos digitais e de bancos tradicionais. 

Em 2020, um levantamento do UBS Evidence Lab mostrou que o número de downloads de aplicativos de bancos digitais (52%) ultrapassou pela primeira vez o de instituições tradicionais (48%) no Brasil.

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“Os jovens chegaram primeiro aos novos bancos, mas a digitalização financeira vem se consolidando e alcançando outras faixas etárias”, explica Gutierrez. “Neste momento, temos observado uma adesão cada vez mais intensa da parcela da população que não é nativa digital. Isso já vinha acontecendo, mas a pandemia acelerou muito esse processo”.

Segundo a sondagem C6 Bank/Ipec, 36% dos entrevistados abriram conta em um banco digital depois de março de 2020 e 78% passaram a usar suas contas digitais com mais frequência nesse período. Hoje, mais da metade dos brasileiros com acesso à internet (57%) já têm uma conta digital, revelou a pesquisa – e o custo mais baixo em relação aos serviços oferecidos por instituições tradicionais foi uma das maiores motivações apontadas pelos entrevistados.