- Os resultados são baseados em um estudo liderado pelo Butantan envolvendo 12.476 voluntários profissionais de saúde;
- Nenhum dos voluntários dos testes da Coronavac no Brasil foi hospitalizado.
A vacina chinesa contra a COVID-19 da Sinovac Biotech que será produzida em parceria com o Instituto Butantan foi considerada 78% eficaz após a última fase de testes no Brasil, anunciou o governador de São Paulo, João Doria, em entrevista coletiva na quinta-feira.
Os resultados são baseados em um estudo liderado pelo Butantan envolvendo 12.476 voluntários profissionais de saúde, com metade recebendo um placebo e a outra metade tomando a vacina de duas doses. “Todos esses voluntários tinham um grande risco de infecção, pois lidavam com o vírus todos os dias. Portanto, este ensaio é superior em relação à exposição ao COVID-19″, disse Dimas Covas, chefe do Butantan.
Em dezembro, resultados prévios de pesquisas turcas trouxeram uma eficácia superior, de 91,25%, de acordo com a Reuters. Mas na Turquia, diferentemente do Brasil, segundo Covas, os ensaios não se restringiram a profissionais de saúde.
Além de eficiente, a vacina da Sinovac e do Butatan é a única disponível para imunização em massa no Brasil até o momento. “Estamos prestes a ter uma aprovação (da Anvisa)”, disse Covas.
Doria disse que o Brasil tem condição de começar a vacinar imediatamente, já que há 10 milhões de doses prontas armazenadas em São Paulo, dependendo apenas da aprovação da Anvisa para uso emergencial.
Nenhum dos voluntários da Coronavac no Brasil foi hospitalizado, disse Covas, e cerca de 78% dos que receberam as doses da Coronavac não precisaram de atendimento ambulatorial.
Na América Latina, além do Brasil, o Chile tem acordos de fornecimento com a Sinovac. A Indonésia está se preparando para lançar a vacina da Sinovac ainda este mês e a Turquia, Cingapura, Ucrânia e Tailândia também têm contratos com a empresa farmacêutica chinesa para fornecer as doses.