Hotéis na América Latina atraem capital em uma mistura de operações novas e tradicionais

Startups que operam instalações físicas estão recebendo dinheiro; alguns analistas se preocupam com a sustentabilidade do modelo

A Ayenda foi fundada em 2018 e já é a maior cadeia de hotéis da Colômbia. Foto: Ayenda
  • Ayenda, a maior rede de hotéis da Colômbia, obteve US$ 8,7 milhões em uma rodada recente de financiamento;
  • A América Latina é agora o terceiro maior mercado da indiana Oyo, com cerca de 16.000 quartos, atrás da Ásia Meridional e Oriental.

A chegada da Oyo, uma empresa hoteleira de base tecnológica da Índia, pode estar inspirando uma corrida dos fundos de investimento a investir em redes de hotéis na América Latina. As últimas notícias vêm da Colômbia, onde Ayenda, maior rede de hotéis do país, obteve US$ 8,7 milhões em uma rodada recente de financiamento.

De acordo com o TechCruch, o dinheiro arrecadado veio da Kaszek Ventures, uma grande empresa de venture capital com sede na Argentina, entre outras, e apoiará a expansão da Ayenda na Colômbia e em outros países. A operadora de hotéis possui 150 hotéis sob sua bandeira na Colômbia e recentemente se expandiu para o Peru.

A Ayenda foi fundado há menos de dois anos e já possui mais de 4.500 quartos sob sua marca na Colômbia e se tornou a maior rede de hotéis do país.

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A Oyo, por sua vez, chegou ao  México em setembro passado, depois de fazer incursões no Brasil. A startup indiana de hospedagem está de olho nas economias emergentes e a América Latina é agora o seu terceiro maior mercado, com cerca de 16.000 quartos, atrás do sul da Ásia e do leste da Ásia.

Mas a Oyo, apoiada pelo SoftBank, também serve de advertência ao segmento, com alguns analistas já apontando para a empresa como o próximo “caso WeWork“. O prejuízo da Oyo aumentou para US$ 335 milhões em 2018-19, contra US$ 44 milhões no ano fiscal anterior.

Enquanto a indústria hoteleira nos mercados desenvolvidos está sendo abalada por plataformas digitais como o Airbnb, o investimento em redes físicas é frequente em mercados emergentes. Além de Oyo, Tencent, Sequoia China, Baidu Capital e Goldman Sachs, investiram “várias centenas de milhões de dólares” no LvYue Group no final do ano passado, segundo comunicado da empresa.

“Estamos buscando investir em empresas que estão redefinindo as grandes indústrias e encontramos a Ayenda, uma equipe que está mudando a indústria do hotel de uma maneira sem precedentes para a região”, disse Nicolas Berman, sócio na Kaszek Ventures.

Em um sistema não muito diferente do de Oyo, a Ayenda trabalha com hotéis independentes por meio de um sistema de franquia para ajudá-los a aumentar sua ocupação e serviços. Os hotéis precisam se inscrever para fazer parte da cadeia e passar por um processo de inspeção de até 30 dias antes de serem aprovados para abrir negócios.