Quibi, serviço de streaming de vídeos curtos para celular, estreia nos EUA

E o isolamento social provocado pela Covid-19 pode ser o momento perfeito para isso

Foto: Quibi/Twitter.
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  • Todo o conteúdo do Quibi é produzido em formato vertical e horizontal, podendo variar de uma para o outro conforme a preferência do espectador que segura o smartphone;
  • Em termos de duração, cada material pode ter, no máximo, dez minutos.

Em meio ao pior momento da pandemia de Covid-19 nos EUA, Quibi lançou seu serviço de streaming móvel nesta segunda-feira. O serviço, fundado pela veterana da tecnologia Meg Whitman, que já ajudou a desenvolver o eBay, oferecerá filmes originais, reality shows, comédias e notícias editadas em pepitas de dez minutos ou menos, tudo em imagens otimizadas para smartphones. O nome vem do encurtamento da expressão quick bite, termo usado como referência a pequenos e rápidos lanches.

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De acordo com a Forbes, inadvertidamente, as medidas restritivas de isolamento nos EUA, chamadas de lockdown, podem ter criado o momento perfeito para a estreia de Quibi, já que Netflix e Disney Plus, já disponível por lá, têm reportado um aumento no uso de suas plataformas nesse período.

Todo o conteúdo do Quibi é produzido em formato vertical e horizontal, podendo variar de uma para o outro conforme a preferência do espectador que segura o smartphone. Em termos de duração, cada material pode ter, no máximo, dez minutos. A lógica do formato vem das experiências já vividas com YouTube, por exemplo, e do fato de que o smartphone está caminhando para ser uma plataforma dominante de entretenimento. A diferença para as outras plataformas está na qualidade do material, que promete ser alta. É o que uma das frases de efeito do novo serviço vende: “Quick bites. Big Stories”

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Longe de ser uma aposta unânime quando se trata da indústria do entretenimento, Quibi já conquistou artistas de Hollywood como Steven Spielberg, Guillermo del Toro, Kevin Hart, Jennifer López e Reese Witherspoon.

A ideia é que, após dois anos, os vários pedaços de suas produções possam ser costurados e lançados como um filme, série ou programa completo.

Desde a primeira ideia de Whitman e do produtor executivo Jeffrey Katzenberg (ambos trabalharam juntos na Disney), até o lançamento do Quibi, a nova plataforma levou mais de dois anos para ser desenvolvida.