Banco Central faz primeiro teste de liquidação do Pix, seu sistema de pagamentos instantâneos

O próximo teste deve envolver transações com o uso de QR Code

Foto: Banco Central/Divulgação
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  • A regulamentação do Pix foi colocada em discussão por meio de uma consulta pública no início deste mês;
  • No Pix, a adesão de instituições financeiras e empresas de pagamento com pelo menos 500 mil contas ativas será obrigatória. 

Nesta semana, o Banco Central realizou o primeiro teste de liquidação de transações no Pix, o sistema de pagamentos instantâneos sendo desenvolvido pelo órgão. Segundo o jornal Valor Econômico, cinco empresas, entre bancos, cooperativas e empresas de pagamento participaram do teste: Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, BPP, Sicredi e Bancoob.

O teste consistiu no envio e recebimento de mensagens, por meio do Sistema de Pagamentos Instantâneos (SPI), o sistema de liquidação do BC, e com informações sobre as transações entre as instituições mencionadas. O próximo teste deve envolver transações com o uso de QR Code.

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A regulamentação do Pix foi colocada em discussão por meio de uma consulta pública no início deste mês. De acordo com o Valor, esses dois passos (o teste e a consulta pública) afastam qualquer rumor sobre um possível adiamento no projeto em função da crise do coronavirus. A data prevista para o lançamento do Pix é 16 de novembro deste ano.

No Pix, a adesão de instituições financeiras (bancos, cooperativas etc) e empresas de pagamento (fintechs e bancos digitais que oferecem contas de pagamento com funcionalidades próximas àquelas oferecidas pelos bancões, por exemplo) com pelo menos 500 mil contas ativas será obrigatória. 

Como o LABS explicou em fevereiro, em paralelo ao Pix, as empresas de cartão também desenvolvendo seu próprio sistema de pagamentos instantâneos, e pretendem lançá-lo ainda no primeiro semestre deste ano. As bandeiras Visa, Mastercard, Elo e American Express se uniram há cerca de um ano para fazer o projeto acontecer, além de uma série de emissores, credenciadoras e processadoras de cartão.

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De maneira geral, tanto o sistema sob o controle do BC quando aquele tutelado pelas bandeiras funcionarão 24 horas, sete dias por semana, e usarão o QR Code como principal modo de pagamento. Em outras palavras, a leitura de um código por uma smartphone será o padrão dos dois sistemas, seja no meio físico (para pagar uma passagem de metrô, por exemplo), se no universo on-line, para pagar por um produto ou serviço. Para permitir essa operação, instituições financeiras e fintechs, em geral, terão de oferecer o pagamento instantâneo entre as opções dos seus aplicativos.